14 dezembro 2008

A Fada Hospedeira aportou cá, mas zarpou tão rápido que não deu tempo para aliviar as saudades.
Em contrapartida a Estrelinha Mais Brilhante voltou, definitivamente, da Holanda. Pena que ainda tenha que dividir o tempo entre a terrinha e Lisboa, o que é uma chatice.
Mas, pelo menos, já cá está.

26 novembro 2008

E não me venham dizer que é a lei natural da vida, que um dia ia ter que acontecer e que tenho que ser forte para seguir em frente e acabar o curso, que era o nosso sonho. Não me venham com essas merdas porque, apesar de ser a lei natural da vida, não é suposto uma pessoa aparentemente saudável cair nos braços da filha de 20 anos enquanto conversam.

A morte

É uma merda. Atinge-nos por dentro, onde dói mais, tornando doloroso até o respirar. Queima-nos por dentro, esvazia-nos a alma e esventra-nos os sentidos. Afecta-nos a concentração e traz recordações. Umas boas, outras menos. É um vazio impreenchível, uma dor insanável que nos mata aos poucos a cada novo amanhecer. Ai o amanhecer! Como dói a percepção de que não tivemos apenas um sonho mau. Como é terrível saber que o lado direito daquela cama não será mais ocupado, que a caneta que te acompanhou durante tantos anos não mais assinará o teu nome. Como dói sentir que o teu cheiro se desvanesse um bocadinho mais de cada vez que se abrem as tuas gavetas, cheias com as tuas coisas que cá continuam. Tento manter as tuas coisas nos lugares onde as alinhavas com a precisão que sempre te caracterizou. Mantive as marcas dos livros que não terminaste de ler nos sítios onde as deixaste, adoptei como minha a lapiseira que usavas, embora não saiba onde compravas as minas para tão antigo modelo. Olho para a tua fotografia que tenho no quarto a cada noite e a cada manhã, e tento manter vivas as lembranças de 20 anos a teu lado. 20 anos de ensinamentos, de cumplicidade, de valores e princípios que desde sempre me incutiste e pelos quais me rejo e me hei-de reger para, de alguma forma, seguir o melhor modelo que alguma vez poderia ter tido: tu, o meu herói desde sempre, o meu braço direito e, acima de tudo, um amigo.
Não é justo, caramba. Não era suposto. Falta-nos fazer tanta coisa, bolas. Ficou tanta coisa por fazer e por dizer.
Isto é uma merda.

18 novembro 2008

De volta à vida

Escritório, faculdade, stress, mini-testes, orais, frequências, trânsito e confusão.
Voltei à vida.

10 novembro 2008

Anjo

Desde cedo me habituei a partidas e chegadas e sempre me apoiaste. Sempre me ensinaste que, independentemente da distância, o que realmente importa é aproveitar o tempo com as pessoas que nos são queridas, as pessoas de quem realmente gostamos. E sempre o fiz. Sempre aproveitei ao máximo a presença das pessoas, atenta aos pequenos pormenores e indiferente ao mundo lá fora. Sempre o fiz como querias, Pai, mas e contigo? Sempre achei que te teria comigo durante tanto mais tempo,Pai; sempre pensei que te poderia abraçar sempre e sentir o teu calor todos os dias; sempre senti que estarias ao meu lado quando terminasse o curso e esse nosso sonho se realizasse. Nunca imaginei que me deixasses assim, Pai, de repente e sem qualquer aviso prévio... sem um único sinal de que as nossas vidas iriam mudar para sempre.
Mas mudaram. E mudaram da pior maneira, Pai. Não era suposto deixares-me assim, não era suposto partires sem realizarmos tantos projectos a três, sem te dizermos tantas coisas que queriamos dizer e sem ouvir tantas coisas que queriamos ouvir. Não é justo.

Agora também tu partiste. Não sei que horas são aí no sítio de onde me vês, nem em que estação do ano vivem os Anjos; mas sei que um dia nos vamos reencontrar e nada mais vai importar.
Até lá, meu anjo*

29 outubro 2008

Será que o facto de não ter dado este blog a conhecer a ninguém contribuiu para o facto de ninguém passar por aqui?

27 outubro 2008

Vai, meu bem... vai ser óptimo pra ti, vais abrir janelas e criar elos que te levarão para mais perto da realização do teu sonho; vais estar longe e vai ser difícil, claro, mas poderás rever familia e amigos e, com toda essa simpatia, não demorarás um segundo a travar novas amizades. Vai, meu bem... tudo correrá bem e, afinal, 6 meses não é assim tanto tempo. Na verdade, quando dermos conta, já vais estar de volta, vai ser um instantinho.

Não vás, meu amor... não me deixes desamparada sem a tua presença constante e sem os teus braços em meu redor. Não deixes que os nossos corpos se afastem por um oceano nem permitas que precise de uma praia deserta para te sentir mais perto. Não vás, meu amor... não deixes que os nossos fusos horários sejam diferentes, não permitas que não te possa ver, beijar nem sentir por uma eternidade de seis meses; deixa-me rir e sorrir contigo, deixa-me aquecer-te as mãos geladas e beijar-te a testa quente. Não vás, meu amor, não vás, que tanta falta me farás.


Vai, meu querido, mas volta. E volta bem rapidinho.

Está chuva

Há várias coisas que me irritam e a chuva é, decididamente, uma delas.
Acordo grande parte dos dias mal humorada e ir à janela e ver que está a chover não ajuda muito, mas pronto, às vezes até tenho tempo e, portanto, toca a escolher umas botinhas que combinem com a roupa e um casaquinho mais composto.
Entrar no carro é relativamente fácil, basta dar uma corridinha e esperar que não comece a chover torrencialmente exactamente no momento em que atravessamos a rua. O problema põe-se quando, já depois de devidamente estacionada (e, naturalmente, atrasada), é preciso ir pagar os 0.60€ do parque. E aqui é que começa a chatice. É sair do carro a correr, continuar a correr até ao senhor que recebe o dinheiro, voltar ao carro(que tinha esquecido de fechar) e voltar a correr para um coberto, com a certeza de que vou chegar atrasada, mais uma vez.
E o chegar atrasada nem é tão mau assim, porque o pior é sentir-me completamente encharcada durante toda a manhã.
Depois é só voltar para casa, trocar de roupa, secar o cabelo, sair de casa e voltar a passar pelo mesmo tormento, com a agravante de ter que conduzir 30km até ao Porto debaixo de chuva torrencial.

24 outubro 2008

Coisas da Vida

Pedir a transferência para o regime pós-laboral na faculdade foi, sem dúvida, a melhor decisão que podia ter tomado. E apesar de no início ter achado uma chatice todas as formalidades que exigiam para o fazer, vejo agora que, mais uma vez, o destino se encarregou de me proporcionar, de forma subtil, o melhor que me podia ter acontecido.
Estou a estudar e a trabalhar na área que sempre sonhei, podendo aprender coisas que na faculdade nunca me seriam ensinadas e tendo acesso a uma realidade completamente diferente de tudo o que vivi até agora.
Foi uma escolha minha, um caminho que eu própria quis seguir... e a minha ousadia trouxe-me uma recompensa que nunca pensei ter.
Cresci. E cresco a cada novo dia.

22 outubro 2008

Ter um Blog é fácil.

Difícil é escrever sobre um tema cativante e minimamente pertinente.
E mais difícil ainda é ter tempo para, algures entre o trabalho no escritório e a faculdade, ter tempo p o fazer.
Mas quando se tem a estrelinha mais brilhante longe como o raio, a fada hospedeira em vôos intermináveis e o sol com um pé quase no Brasil, toda a espécie de comunicação ganha um novo sentido, pelo que qualquer parvoíce escrita num espaço por todos desconhecido, se transforma num pequeno refúgio; um local como uma sala de espera de um qualquer aeroporto onde aguardamos a chegada ou partida daqueles que nos são queridos.
Para já, tenho assistido a muitas partidas. Demasiadas, até. E o pior não chegou ainda.
Mas cá estarei, calma e paciente, à vossa espera.
Até já!