Que o tempo parasse e que, com ele, parassem os exames, as chatices, os aborrecimentos e os problemas; que o tempo parasse e que, com ele, parassem os comentários infelizes de quem, não sabendo nem fazendo ideia do que se passa, acha por bem opinar em relação a tudo e mais alguma coisa; que o tempo parasse e que fizesse desviar os olhares de pena e suposta compreensão; que o tempo parasse e impedisse os amigos-que-há-muito-tempo-deixaram-de-o-ser-por-todas-as-razões-e-mais-algumas de se fingirem preocupados só porque, não tendo tomates para admitir que um dia erraram, acham que agora passarão impunes só porque estou mais sensível e carente.
Pois desenganem-se, meus caros. Até posso estar sensível, carente e enterrada de lama no fundo de um poço gigante, mas continuo a não ser estupida e já vos topei há muito. Guardem as vossas sábias opiniões e filosofias de trazer por casa para quem realmente esteja interessado, guardem os olhares de pena para o próximo espelho que encontrarem e metam-se nas vossas vidas. Eu sou a mesma de sempre. Sem Pai, é certo, mas a mesma. Não preciso da pena de ninguém e palavras como "coitadinha" não se adequam minimamente à minha forma de ser ou estar.
Continuo de cabeça erguida e é assim que vos irei receber se algum dia quiserem ter uma conversa decente onde expliquem ou justifiquem atitudes bem anteriores a tudo isto. Até lá limitem-se a actuar como actuavam antes. Nem pior nem melhor... simplesmente igual.